domingo, 21 de março de 2010

A carta!


Olá, sou eu, o Amor.
Estou te enviando essa carta porque acho que estamos nos desentendendo um pouco. Não sei se é por culpa minha ou sua. Você sabe como eu sou, teimoso, egocêntrico e imprevisível, mas eu queria mesmo que soubesse que gosto muito de você. Pode não parecer. Pode ser que eu fique cada vez mais longe de você e talvez insista em nunca estar por perto, mas saiba que eu te considero muito. Não me leve a mal, mas pode ser que você ainda não fez por merecer a minha presença na sua vida.
E não venha me culpar por isso. Sei que às vezes é difícil admitir, mas se você não me der brecha eu nunca vou conseguir te conquistar. Se ficar sempre me procurando em pessoas fúteis, você nunca vai me encontrar.
Outro dia estava conversando com a Solidão e ela me disse o quanto você está chateada comigo. Disse que eu não apareço mais na sua vida. Você sabe muito bem que isso não é verdade. Eu estive presente. Lembra quando se apaixonou por seu vizinho? Mas ele não era pra você. Até queria ter ficado, mas não pude. Depois você descobriu o porque não fiquei. Então não me julgue. Eu faço as coisas sem pensar, mas no fim das contas dá tudo certo. Você tem que confiar mais em mim.
Você tem que se deixar levar pela vida sem ficar se preocupando em quando eu vou te visitar, se as minhas visitas serão rápidas ou para uma vida toda. Você tem que viver mais. Eu vou voltar pra você um dia, mas quando for o momento certo porque eu não quero te ver sofrer como da ultima vez. Quero te ver sorrindo.
Por isso não me procure onde sabe que não estou. Espere que eu irei até você. Saiba que estou com saudades.
De seu querido amigo, Amor.



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